Esses dois japoneses fazem um duo tocando um instrumento japonês chamado shamisen que lembra um banjo. Notem a quantidade de características e propriedades diversas em um mesmo universo. Toda essa confluência de influências é que me atrai.
Segundo o WordReference.com: headlights: (vehicle's front light) de carro; farol dianteiro.
Numa noite eu vi, vindo escuro, duas luzes. Parece estranho que apenas dois faróis inspirem tantas comparações. Um túnel, um animal, o espaço. Sempre que imagino faróis acesos lembro do clip no UNKLE: rabbit in your headlights. Desde a primeira vez que vi acreditei que "ele" se construía e se elevava durante toda a história, pela qual se formava. E que no final, fosse qual fosse seu próximo desafio "ele" estaria pronto.
Mas uma coisa que está ali, na história, no caminho, nas idéias tomadas por "ele", é a imensidão dos dias de hoje, nas cidades, no cotidiano. No fim, acredito que cada vez que nos tornamos maiores e nos ligamos a quem gostamos, a quem convivemos, às coisas do mundo, mais nos tornamos e mais deixamos de ser nós mesmos.
Tudo o que existe em volta de nós, nossos dias, nossas amizades, nossos encontros, amores e saudades. Tudo isso se manifesta e foge, nos ataca e se esconde. Sempre que tentamos pegar... Parecem gatos! Que só estão conosco quando precisam de nós. Tudo isso nos entorpece, nos intoxica.
Uma vez eu tive um sonho. Eu podia voar, voava pelas ruas, visitava as casas dos meus amigos, fazia troça com os pedestres. Visitei cidades distantes do meu pequeno mundo cotidiano. Me molhei nos oceanos. Então, como um interruptor, percebi que faltava muito pra ser visto. Atravessei a atmosfera com os olhos encharcados, contando milhares de pontos no escuro. Fui visitar a Lua! E tudo que pude antes de acordar.
Isso me fez pensar em como o mundo funciona, como nós movemos e interferimos no nosso planeta, mais uma vez. Quando encontrei esse vídeo, metade das minhas respostas foram respondidas. =)
Uma sensação que senti durante meu vôo utópico, foi a sensação de leveza, como se o Ar fosse mais que um amigo, como se o mundo deixasse de prestar atenção em mim, já que eu não me encaixava mais ali como ser humano. Então pensei na sensação que eu tenho, como um ser humano. Parece-me que os dias vão e mesmo que eu tente, eles não param. Me sinto dentro de uma linha, de final inevitável.